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“Ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei triste tantas vezes, mas nunca assim. Porque o “assim” de ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei mais triste do que estou agora, mas nunca tão triste. Porque o “tão” de ficar triste, quando é tristeza mesmo, é sempre arrebatador e assustador e é pela primeira vez.” (Tati Bernardi)

Ficar triste é sempre pela primeira vez, mas superar não. A verdade é que quantos mais quedas você leva mais fácil é de se levantar, da primeira vez que você faz uma coisa somente por você é dificil, mas com o tempo vai ficando tão natural que até você estranha. O amor ainda existe aqui, mas eu parei de deixar que ele machuque.

Às vezes, eu só queria que alguém me visse. Não digo olhar, porque olhar todos sabem. Ver é a questão. Descobri a diferença quando, depois de anos passando pela mesma rua todos os dias, finalmente vi uma casinha que nunca havia visto. A casa sempre esteve ali, pequena entre dois casarões, eu é que nunca havia parado para ver. Olhava mas não via. E tem, realmente, uma grande diferença entre essas duas palavras consideradas sinônimos. Eu, por exemplo, sou o tipo de casinha que é olhada, mas não vista, na maioria das vezes. Eu ando aqui gritando por favor, alguém veja o meu lado, alguém veja o meu problema, alguém veja o meu motivo, alguém enxergue, pelo amor de Deus, o que eu sinto. Alguém pare e veja que nem sempre estou errada, às vezes eu preciso de atenção. Veja que enquanto eu grito e faço pose de dura, eu quero te mostrar que eu preciso de uma análise maior do que a que o olhar pode proporcionar. Eu preciso que alguém passe pela rua e me procure, e me ache e me entenda.
E que esse alguém seja você.   (via versificar)

(Source: rio-doce)

Triste

Ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei triste tantas vezes, mas nunca assim. Porque o “assim” de ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei mais triste do que estou agora, mas nunca tão triste. Porque o “tão” de ficar triste, quando é tristeza mesmo, é sempre arrebatador e assustador e é pela primeira vez. É sempre com o peito virgem e assustado e infantil que ficamos tristes. É sempre com cinco anos, com fome, nus, gelados, segundos antes de morrer de falta de sentido por ter nascido.

A tristeza é uma criança de rua com uma faca apontada pra falta de amor que o mundo ofereceu pra ela. Uma meleca no nariz que nenhuma mãe limpou se transformando nos olhos de um adulto assassino. A tristeza é um pedaço de vidro numa mãozinha pequena. A tristeza é um anjo que não arrumava ninguém pra poder agir como um anjo e foi ficando bem diabólico. A tristeza é ter que comer um risoto caro, com amigos felizes, quando só se quer vomitar no banheiro de casa, sozinha. E triste.

Eu quero vomitar tudo. A água, a saliva, a língua, o seco da garganta, a amígdala, o apartamento de milhões de metros quadrados vazios que virou o meu peito. Quero vomitar minha pele, meus olhos, meu fígado, meus horários, minhas listas de vontades. Eu quero tudo fora, tudo fora. Eu quero eu fora. Eu quero ir pra fora de onde está tão devastado e de onde eu tinha pintado tudo de azul pra te ver sentado bem no centro. No centro do meu peito, você, com a luz azul da minha esperança.

A tristeza me fez um milhão de vidas essa semana. Um milhão de almoços e jantares e projetos. Eu sorrindo, implorando às distrações que me levem, que façam remendos em meu peito perfurado pela violência do ar que não assovia mais os seus sons.

A tristeza me fez cortar o cabelo e pintar de loiro. E me fez aumentar os pesos do pilates. E me fez prometer alguma sedução para alguém que jamais receberá nada de mim. Não existe nada mais triste do que essas coisas de dar a volta por cima e essas coisas de tocar o barco e essas coisas de sacudir a poeira e essas coisas medonhas que a gente fala ou pensa ou ouve. A tristeza são frases vazias e feitas e tediosas saindo de bocas vazias e feitas e tediosas.

A tristeza me fez repartir o calmante no meio. Tomar um. E tomar o outro. Porque nem calmante eu to suportando ver pela metade. Que pelo menos no limbo da minha mente triste alguma coisa possa viver inteiramente.

A tristeza é uma parede, uma geladeira, um computador, um telefone, uma televisão, uma cama, um elevador, um carro. A tristeza são as ruas, os jornaleiros, as pessoas gordas atravessando, as pessoas magras atravessando. A tristeza é o cinza, o vermelho, o azul, o transparente. A tristeza é a próxima música, a próxima seta pra direita, a próxima seta pra esquerda. A tristeza é o ar que sai e o ar que entra. A tristeza é o segundo de ar que se perde e fica mais um tempo. A tristeza é dizer que são cinco dias, são seis dias, são sete dias. A tristeza é a nossa última vez juntos fazendo quinze dias, dezesseis dias, dezessete dias. A tristeza é o amor ter acabado sem ter acabado. É não saber o que é amor e não saber o que é acabar e não saber o que é não acabar. A tristeza só sabe que é triste e todo o resto ela só tenta saber, mas fica louca e desiste. A tristeza é de uma simplicidade que a torna ainda mais triste.

A tristeza é qualquer posição sentada ou em pé ou deitada. A tristeza é deitar e levantar. Tentar ou desistir carregam a mesma tristeza das coisas que não existem. Minha pele toca no pano, na água, na tela, uma mão toca na outra. Todos os toques são tristes. Todas as posições são tristes. Amanhã será triste, ontem foi triste. Hoje é o dia mais triste do mundo.

É porque eu tenho medo de dirigir até o Morumbi no escuro? É porque eu uso pijama feio pra dormir? É porque eu sou egoísta e louca e tenho um dente torto? É porque eu ria de você e ria das suas coisas e ria das suas músicas e ria de nervoso porque eu gostava tanto de você que odiava você? É porque eu criei sete mil muros pra receber alguém mas queria esmurrar até sangrar o seu único muro como se você também não fosse humano? Ou é só porque é assim mesmo? Assim: finito, simples e triste demais.

Hoje elegi o mais triste de tudo. É o banquinho que guardava a sua bolsa de carteiro e que não guarda mais nada. Ele agora é só o que era mesmo pra ser: um banquinho. Limpo, solitário, imponente, em sua nobre função de banquinho.

Sua triste, desgraçada, branca, idiota e livre função de banquinho. 

(Tati Bernardi)

Eu duvido. Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero, falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te conheço, isso te assusta né? “Tô invadindo seu espaço? Desculpa.” Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo? Me diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no mundo fosse me deixar firme depois do seu ‘alô’. Então é isso, tô te escrevendo. Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa vez, é sobre mim. Sobre o quanto eu sou boa, igual a mim tá difícil meu bem. Sobre como eu não preciso usar cinco centímetros de saia e um decote no umbigo pra ser mulher; Sobre como, ainda assim, só eu sei fazer de você um homem. Sobre muitas coisas, mas principalmente, sobre quantos homens eu poderia estar saindo nesse exato minuto. Não é com você, é comigo sabe? Por exemplo, eu te idealizo nesse momento como o melhor, não que você seja. Acho legal você brincar com a sorte, mas se eu fosse você não teria tanta certeza da minha posse assim. Talvez ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa se eu vou te dar essa notícia sem te preparar antes, mas a porra do mundo não gira em torno do seu umbigo. Ficou chocado? Acontece. Só queria te dá um conselho, em nome da nossa amizade e meu carinho por você, tira uma mão da liberdade e segura um terço. Fica assim, agarrado nas duas coisas sabe? E reza, reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência. E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou, sempre foi assim. Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto.
Tati Bernardi  (via versificar)

(Source: meuanjopequeno)

Segurei as lágrimas, tentei não encharcar meu travesseiro com saudade. Caiu a primeira, depois a segunda, não suportei. Parece que pelo meu rosto escorria todo o aperto do meu peito, mas o alivio nunca chegava. Quando tomei conta, eu havia chorado horas e a saudade ainda estava dentro de mim. Você longe, eu aqui. Nem mesmo sei se sente o mesmo que eu. Mesmo sem saber tudo o que se passa dentro de ti, eu posso confiar, porque ainda tenho esperança que aquele brilho que se destacava na menina dos teus olhos, só volta a brilhar quando estou por perto. Assim espero, assim te quero.
Dois tons de amor.  (via versificar)

(Source: doistonsdeamor)

Eu quero acreditar… Acreditar que amanhã as coisas vão estar melhor, que você não vai me fazer tanta falta. Mas ai o dia amanhece, eu acordo e nada está diferente. Seu rosto permanece na minha mente, parece até brincadeira que justo agora ele resolveu ficar gravado na minha cabeça. E eu não sei se lembrar de antes é bom ou ruim, porque me dá uma saudade louca, parece que já faz tanto tempo. Os dias passam, um dia, dois, uma semana, um mês. E eu sei que continua tudo do mesmo jeito na minha cabeça. Eu vejo outros caras, eu até sinto atração. Mas não passa disso, não é você, nenhum deles é você. E eu não quero nenhum deles, porque eu quero você. É desanimador e ao mesmo tempo cansativo. Amar você é tão cansativo. Mas eu não quero desistir. Simplesmente não posso desistir de você. Porque você vale a luta, vale o esforço, vale a espera, mas não me faz esperar demais, porque até o mais forte dos sentimentos se consome.

When I look into your eyes

It’s like watching the night sky
Or a beautiful sunrise
There’s so much they hold
And just like them old stars
I see that you’ve come so far
To be right where you are
How old is your soul?

I won’t give up on us
Even if the skies get rough
I’m giving you all my love
I’m still looking up

And when you’re needing your space
To do some navigating
I’ll be here patiently waiting
To see what you find

Cause even the stars they burn
Some even fall to the earth
We’ve got a lot to learn
God knows we’re worth it
No I won’t give up

I don’t wanna be someone who walks away so easily
I’m here to stay and make the difference that I can make
Our differences they do a lot to teach us how to use
The tools and gifts we got yeah, we got a lot at stake
And in the end, you’re still my friend at least we did intend
For us to work we didn’t break, we didn’t burn
We had to learn how to bend without the world caving in
I had to learn what I’ve got, and what I’m not
And who I am

I won’t give up on us
Even if the skies get rough
I’m giving you all my love
I’m still looking up
I’m still looking up

I won’t give up on us
(No, I’m not giving up)
God knows I’m tough, he knows
(I am tough, I am loved)
We got a lot to learn
(We’re alive, We are loved)
God knows we’re worth it
(And we’re worth it)

I won’t give up on us
Even if the skies get rough
I’m giving you all my love
I’m still looking up”

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